A partir de 1º de setembro de 2018, os veículos brasileiros começarão a adotar os novos modelos de placas. Essas com um padrão comum a todos os países do Mercosul. Argentina e Uruguai, por exemplo, já vem emplacando seus veículos seguindo as diretrizes dessas novas placas.

É importante ressaltar que essas novas placas serão semelhantes às utilizadas nos países da União Europeia. O modelo do Mercosul terá fundo branco e faixa superior azul, apresentando do lado esquerdo a bandeira do Mercosul, no centro, o país de origem e, do lado direito, a bandeira do país de origem.

Para quem possui frota própria ou a terceiriza, é importante compreender melhor essa mudança e conhecer como serão essas novas placas de veículos e entender como funcionará o emplacamento. Acompanhe, a seguir.

As principais mudanças nas novas placas

De maneira geral, as novas placas terão mais letras e menos números do que as atuais. Ou seja, em vez de 3 letras e 4 números, como é hoje, as novas placas terão 4 letras e 3 números. Esses caracteres poderão estar embaralhados, assim como ocorre na Europa.

Outra novidade é a cor das novas placas. O fundo será branco, mas a cor da fonte pode variar. Para veículos de passeio, a cor será preta, para veículos comerciais, vermelha, carros oficiais, azul (em teste, o verde), diplomáticos, dourado e de colecionadores, prateado.

Além disso, o nome do país estará na parte superior da patente, sobre uma barra azul. O nome da cidade e do estado estarão na lateral direita, acompanhados dos respectivos brasões.

O que não irá mudar é o tamanho das placas, que manterão as mesmas medidas das já utilizadas no Brasil (40 cm de comprimento por 13 cm de largura).

A segurança contra falsificações trazida por essas novas placas

Um ponto positivo que está chamando a atenção sobre essa mudança é a segurança que a placa irá proporcionar. Afinal, foram investidos esforços para que se tenha uma segurança melhor em relação à falsificação das placas.

Foram acrescentadas marcas d’água com o nome do país e do Mercosul, ficando grafadas na diagonal ao longo das placas. Isso irá dificultar consideravelmente as falsificações.

No Brasil, a placa terá uma tira holográfica do lado esquerdo e um código bidimensional. Assim, conterá a identificação do fabricante, a data de fabricação e o número serial da placa. Essa tira é outra maneira de evitar a falsificação das novas placas.

Além disso, a placa irá contar com chip e um código para identificar veículos roubados ou clonados nos países do Mercosul. Os chips compartilharão os dados com as polícias Federal, a Rodoviária Federal e as estaduais para facilitar o atendimento a ocorrências de roubo e furto.

Como será a adesão às novas placas?

A novidade chega primeiro para os automóveis, as motocicletas, os caminhões e ônibus novos, para os que passarem por transferência de município ou propriedade, ou que tiverem as placas substituídas. Caso contrário, não será obrigatória ainda a realização da troca da placa. Para os veículos usados, a data limite para troca das placas é de até 31 de dezembro de 2023.

No entanto, os proprietários de usados poderão antecipar a troca das placas de identificação, investindo um valor médio de R$ 120 a R$ 200.

Além disso, a identificação alfanumérica mudará para o novo padrão, mas a antiga combinação de letras e números continuará constando no documento do veículo. O mesmo aconteceu com veículos emplacados com placas com duas letras quando essas foram trocadas pelas de três, a partir de 1990.

Portanto, muito em breve, já será possível encontrar os veículos com as novas placas do Mercosul circulando nas ruas.

E você, ficou com alguma dúvida sobre como funcionarão as novas placas padrão Mercosul? Deixe sua mensagem nos comentários e até a próxima!

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